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Contar ou silenciar?

agosto 1, 2009

roupa_1

Esta foi a dúvida que tivemos nos primeiros dias da gravidez. E confesso que foi angustiante. Sabe o que é esperar por um bom tempo para estar na posição de “futuro papai” e ficar calado? É osso! Mas confesso que esta decisão era mais por minha parte, pela minha esposa acho que ela teria publicado no jornal, feito um comercial e anunciado no horário nobre, teria comprado aquela listas de e-mails e enviado SPAM para a rede internacional da web, teria escrito cartas, telefonado para várias pessoas… eu sei que ela teria feito isso… 🙂

Mas como todos devem saber, nenhum resultado positivo de gravidez é garantia de ter seu bebê. Este era meu pensamento porque eu achava que tínhamos que dar um tempo em não falar para ninguém. Já havíamos sofrido muito coma tentativas de engravidar e, caso desse alguma coisa errada, queria poupar a família. Eu ficava imaginando a família toda contente com a notícia e depois, a tristeza… e o sonho de todos indo por água abaixo.

Esse meu pensamento, esta forma de eu ver as coisas deixou minha esposa insegura e o pior de tudo… eu não estava conseguindo viver, curtir o momento de que eu vou ser papai. Isso aconteceu nas duas primeiras semanas que soubemos do resultado da gravidez, até que um dia, ao chegar em casa, senti que a Tati estava triste e tivemos uma conversa sobre isso. Choramos, pedi desculpas a ela e agradeci por ter me aberto os olhos.
Uma coisa que ela me disse neste dia que jamais vou esquecer:
– … fomos abençoados por Deus, só Ele dá… só Ele tira, então vamos viver este momento…

Depois desta conversa decidimos seguir os conselhos de quem mais entende sobre este assunto, o nosso médico. Decidimos contar, inicialmente para a família, depois que fizéssemos o primeiro ultrassom, lá pela sétima ou oitava  semana, quando o nosso nenê deixará de ser apenas um saquinho, um pontinho na tela do monitor, e o coraçãozinho começar a bater.

Tiramos um peso das costas, passamos a cutir muito mais o início da gravidez, ela por estar mais segura (eu tinha que passar segurança) e eu por deixar o pessimismo de lado e entender que fui abençoado por Deus então, por que deveria me preocupar com algo de errado? Eu confio em suas promessas! A nossa conversa, se eu não me engano, foi numa sexta-feira, e no dia seguinte, no sábado, eu tinha filmagem na Videira. Minha reação como futuro papai e desencanado com este assunto não poderia ser outra. Ao sair da Videira passei na Baby Center e fui comprar a primeira roupinha de meu nenê e foi muito engraçado porque a vendedora ficou bem confusa:
– Ah, roupinha? Qual o tamanho?
– Quero para recém-nascido – eu disse.
– É menino ou menina?
– Não sei ainda… quero uma cor unissex, amarelinho ou verdinho.
– É para presente?
– Sim!
– Quando vai saber o sexo do nenê?
– Daqui uns oito meses… a roupinha é para meu filho(a), minha esposa está grávida! 🙂

Agora sim a vendedora entendeu… e diante de uma loja enorme, com milhares de opções de cores e modelos, ela me levou em um canto da loja, e me mostrou uma “arara” minúscula, com menos de dez peças unissex para eu escolher.
A sensação foi única, ímpar… estar numa loja de roupas e artigos para bebês, cheia de mulheres, algumas acompanhadas de seus maridos, e eu alí, escolhendo a primeira roupinha de meu nenê – que nem sei se vai ser um garotinho ou garotinha, se vai ter cabelinhos claros ou escuros, se vai ter a carinha do papai ou da mamãe – a roupinha com que vai sair da maternidade (ver imagem no topo deste post).

Lições de casa:
1. Conversar sobre o assunto que está afligindo a harmonia da sua família ainda é a melhor forma de entendimento. Respeite sua companheira, saiba como falar as palavras na medida certa e tenha ouvidos para saber ouvir também.
2. Sua companheira precisa se sentir segura, com suas atitudes e formas de pensar. É sua famíla, cuide bem dela!
3. Qualquer gravidez corre risco, seja na primeira semana, primeiro mês, quinto ou sexto mês… portanto, siga os conselhos de seu médico e curtam a gravidez,  que é uma obra divina de Deus.
4. Não caia na besteira de querer saber o sexo do seu bebê só quando ele nascer! Opções de roupinhas unissex são pouquíssimas nas lojas. Saiba logo se é menino ou menina e programe o enxoval mais lindo do mundo para seu bebê!
5. Sempre confie em Deus, ele está acima de tudo. Matenha sua fé e siga seus caminhos.

Deus te abençõe.

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4 Comentários leave one →
  1. agosto 1, 2009 15:00

    Meu amor, pra variar caí no choro ao ler seu post e lembrar deste momentos…É bem verdade que já faz um tempinho, pois você está atrasado ocms os posts…risos… e depois disso já vivemos muitas outras emoções… Mas foi legal ler e relembrar aqueles momentos iniciais, olhar para trás e saber que o tempo está passando e tudo está indo bem, com a graça de Deus que foi quem nos presenteou.
    Você, desde já, tem sido um paizão e sei que só irá melhorar quando nossa baby nascer.
    Te amo e estou muito feliz de dividirmos estes momentos juntos!
    Mamãe Tati

    • bachur permalink*
      agosto 6, 2009 11:56

      Meu amor, obrigado por você existir em minha vida! Tenho aprendido muito contigo, não sou uma pessoa completa mas tento buscar a perfeição! Obrigado por tudo. Te amo muito!

  2. janete moreira bachur permalink
    agosto 6, 2009 03:18

    Meu querido filho, apesar de vc ter a idade que tem, para uma mãe os filhos não crescem, parecem ser sempre crianças, pois é assim que gostaríamos que os filhos fossem; sempre crianças pois assim iríamos protege-los de tudo, sempre! Lendo esse comentário que vc fez, às vezes custo à acreditar de que se trata do meu filho Juninho, que até bem pouco tempo era igual ao Brenno e que, ainda que atrazado, vai ser papai. Fico muito emocionada ao ler essas palavras e tento me conformar que meu filhinho cresceu, hoje é um grande homem em todos os sentidos, exelente filho, marido e não há a menor dúvida que será um grandioso e maravilhoso PAI, principalmente agora debaixo dos ensinamentos de Deus. Que Deus continue te abençoando, iluminando seus caminhos e que vcs sejam muito felizes´!….. Beijos te amo Mã

    • bachur permalink*
      agosto 6, 2009 12:06

      Mã… eu que tenho que agradecer tudo que vocês fizeram e ainda fazem por nós (Nijmeh e eu). Pode ter certeza que este exemplo de vida e ensinamentos vou querer repassar aos meus filhos pois eu sei que se eu não tivesse uma base familiar sólida com amor, carinho, respeito e dedicação, com certeza, eu não seria a pessoa que sou hoje! Agradeço a vocês do fundo do meu coração. Apesar de estarmos tão perto, a falta de tempo do dia-a-dia ainda nos separa mas não deixo de pensar em vocês um só minuto. Posso ser um homem, crescido… mas sinto saudades de colo… de quando era criança 🙂
      Beijos mâ… te amo muito!

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